name: dpe-ba-pecas description: "Gerador de peças jurídicas da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), 7ª Regional – Camaçari. Use esta skill SEMPRE que o usuário pedir para criar qualquer documento jurídico/peça processual: requerimentos, petições, manifestações, alegações finais, memoriais, habeas corpus, recursos, ofícios, pareceres, ou qualquer outro documento institucional da DPE-BA. Também acione quando o usuário mencionar: 'peça', 'petição', 'requerimento', 'documento jurídico', 'DPE', 'Defensoria', 'formatação institucional', 'modelo padrão', ou quiser gerar documentos .docx com cabeçalho e rodapé da Defensoria Pública da Bahia."
Gerador de Peças Jurídicas — DPE-BA (7ª Regional – Camaçari)
Esta skill gera documentos .docx formatados com o padrão institucional da Defensoria Pública do Estado da Bahia, 7ª Regional de Camaçari. Todas as peças seguem a identidade visual e formatação oficial aprovada.
Fluxo de Trabalho
- Identificar o tipo de peça — pergunte ao usuário qual tipo de documento deseja (ver
references/tipos_de_pecas.md) - Coletar informações do caso — pergunte dados do assistido, número dos autos, comarca, fatos relevantes
- Gerar com python-docx — usar o script
scripts/gerar_docx.pycomo base, adaptando o conteúdo - Salvar na pasta do caso — o arquivo final vai para a pasta do usuário
Formatação Institucional Obrigatória (PADRÃO APROVADO)
Estas especificações são o padrão fixo definitivo. Não altere sem instrução explícita do usuário.
Página e Margens
- Tamanho: A4 (11906 x 16838 twips)
- Margem superior: 2552 twips (~4.5cm, garante espaço entre logo e corpo)
- Margem inferior: 1134 twips (2cm)
- Margem esquerda: 1418 twips (2.5cm, adequado para grampeamento)
- Margem direita: 1134 twips (2cm)
- Header distance: 567 twips
- Footer distance: 567 twips
Fonte
- Corpo do texto: Garamond, 12pt
- Rodapé: Arial Narrow, 8pt
Corpo do Texto
- Alinhamento: justificado
- Recuo de primeira linha: 720 twips
- Espaçamento entre linhas: 1.5
- Espaço após parágrafo: 10pt
- Espaço antes de parágrafo: 0pt
Títulos de Seção (ex: "I – SÍNTESE FÁTICA")
- Linha em branco real antes do título (parágrafo vazio editável pelo usuário)
- Alinhamento: justificado
- Negrito
- Sem recuo de primeira linha
- Espaço antes: 0pt (a separação é feita pela linha em branco)
- Espaço após: 6pt
Endereçamento
- Justificado, negrito, sem recuo
- Espaço após: 0pt
- Duas linhas em branco entre endereçamento e epígrafe
Epígrafe (nº dos autos)
- Justificado, negrito, sem recuo
- Espaço após: 20pt
- Duas linhas em branco entre epígrafe e qualificação
Qualificação + Nome da Peça
- No mesmo parágrafo (inline), com recuo de primeira linha
- Nome do assistido em negrito, nome da peça em negrito
Padrão Obrigatório de Preâmbulo (VIGENTE)
Formato: nome do assistido PRIMEIRO, depois Defensoria, depois fundamento constitucional.
[NOME DO ASSISTIDO EM MAIÚSCULAS], [qualificação — ex: "já qualificado nos autos" ou dados completos],
representado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia,
com fundamento no art. 134 da Constituição da República,
por meio do defensor público subscritor,
vem respeitosamente perante V. Exa. apresentar [NOME DA PEÇA EM MAIÚSCULAS], nos termos que seguem:
Formatação:
- Nome do assistido: negrito
- Nome da peça: negrito
- Restante do texto: sem negrito
- Nunca usar: "Lei Complementar nº 80/1994", "LC Estadual nº 26/2006", "por intermédio da DEFENSORIA PÚBLICA"
- Sempre usar: "representado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia, com fundamento no art. 134 da Constituição da República, por meio do defensor público subscritor"
Fecho e Data
- "Nesses termos, pede deferimento." — parágrafo normal com recuo
- "Camaçari – BA, [DATA]." — justificado com recuo (NÃO centralizado), mesmo espaçamento do corpo
Assinatura
- Centralizado, negrito
- Linha 1: "Rodrigo Rocha Meire"
- Linha 2: "Defensor Público"
- Espaçamento simples (line_spacing_rule = 1), sem espaço extra
Cabeçalho (Header)
- Logo DPE-BA centralizada, dimensões:
width=Inches(1.777), height=Inches(1.101) - Usar a imagem
assets/dpe_logo.pngcomo base - Aplicar opacidade de 60% diretamente na imagem via Python (blend com branco) — NÃO usar alphaModFix no XML, pois muitos visualizadores ignoram
- A imagem deve ser salva como RGB (não RGBA)
Rodapé (Footer)
- Borda superior: linha simples, 4pt, preta
- Centralizado, Arial Narrow 8pt
- Espaçamento simples (line: 240)
- Linha 1: "Defensoria Pública do Estado da Bahia"
- Linha 2: "7ª Regional da DPE – Camaçari – Bahia."
Linhas em Branco
- Usar parágrafos vazios reais (editáveis no Word) ao invés de space_before/after fixos
- Isso permite que o usuário ajuste manualmente ao editar a peça
Como Gerar o Documento
Usar python-docx (Python), NÃO a biblioteca npm docx (JavaScript). O python-docx gera headers que renderizam corretamente em todos os visualizadores.
Instalar: pip install python-docx --break-system-packages
O script base completo está em scripts/gerar_docx.py. Leia-o para entender a estrutura e adapte conforme o tipo de peça.
Pré-processamento da Logo
A opacidade da logo deve ser aplicada diretamente nos pixels da imagem antes de inserir no docx:
from PIL import Image
import numpy as np
img = Image.open("assets/dpe_logo.png").convert("RGBA")
arr = np.array(img, dtype=np.float64)
opacity = 0.60
white = np.full_like(arr[:,:,:3], 255.0)
arr[:,:,:3] = arr[:,:,:3] * opacity + white * (1 - opacity)
arr[:,:,3] = 255
result = Image.fromarray(arr.astype(np.uint8)).convert("RGB")
result.save("dpe_logo_faded.png")
Nulidade ≠ Ilegalidade da Prova — distinção obrigatória
São categorias distintas com consequências distintas:
- Nulidade processual (arts. 563 e ss. CPP): vício de ato processual (citação, intimação, sentença) → ato deve ser declarado nulo → fenômeno intraprocessual
- Ilegalidade da prova (art. 157 CPP + art. 5º, LVI, CF): prova obtida em violação a norma constitucional ou legal → inadmissível, não pode ser valorada → fenômeno extraprocessual
O STJ adotou o termo "invalidade" + "impossibilidade de valoração" (HC 598.886/SC) — não nulidade.
✅ Usar: "A Defesa suscita a ilegalidade da [prova] e sua inadmissibilidade probatória, com impossibilidade de valoração para qualquer fim decisório (arts. [norma violada] e 157 do CPP)" ❌ Nunca: "A Defesa requer a declaração de nulidade da [prova]"
Casos frequentes:
- Reconhecimento sem art. 226 CPP → ilegalidade + inadmissibilidade (não nulidade)
- Busca pessoal sem fundada suspeita (art. 244 CPP) → prova ilegal
- Violação de domicílio (art. 5º, XI, CF) → prova ilícita
- Interceptação sem autorização judicial → prova ilícita
Reconhecimento irregular — ataca o PROCEDIMENTO, não "a identificação de [nome]"
O art. 226 CPP é o parâmetro mínimo legal para reconhecimento com confiabilidade epistêmica. Seus requisitos existem para mitigar o viés de confirmação: fenômeno cognitivo pelo qual a mente, diante de opção única ou sugerida, tende a confirmar o apresentado, ainda que a memória seja fragmentada ou contaminada.
Descumprimento → contaminação → higidez inviabilizada → inadmissibilidade (art. 157 CPP)
✅ Sujeito correto: "A Defesa suscita a ilegalidade do procedimento adotado para fins de identificação, e a consequente inadmissibilidade probatória do elemento identificatório assim produzido." ❌ Nunca: "A Defesa suscita a ilegalidade da identificação de [NOME]" — o sujeito é o procedimento, não a pessoa
Paragrafação funcional — cada parágrafo, uma unidade de raciocínio
Evitar megaparágrafos. A regra não é de tamanho, mas de coerência temática: cada parágrafo deve abrir e fechar uma unidade de raciocínio, tema ou abordagem. Quando o texto muda de eixo, abrir novo parágrafo — mesmo que a mudança seja sutil.
O leitor deve conseguir identificar, ao começar um novo parágrafo, que se inicia um novo tema, raciocínio ou abordagem.
Cortes naturais mais frequentes em peças jurídicas:
- Conceitual (o que é o instituto / por que existe) → Jurisprudencial (o que os tribunais fixaram)
- Normativo (o que a lei exige) → Factual (o que ocorreu no caso concreto)
- Descritivo (o que aconteceu) → Analítico (o que isso significa juridicamente)
- Tese → Fundamentos → Pedido
Megaparágrafos são admissíveis apenas quando os raciocínios são verdadeiramente inseparáveis e a divisão prejudicaria a coesão do argumento.
Tipos de Peças
Consulte references/tipos_de_pecas.md para estrutura detalhada e prompts pré-definidos para cada tipo de peça processual.
Importante
- Sempre usar python-docx (não a biblioteca npm)
- A data deve ser gerada automaticamente com a data atual em português
- Nome do arquivo:
[Tipo da Peça] - [Nome do Assistido].docx - Salvar na pasta do caso do usuário
Linguagem Estratégica da Defesa
A escolha das palavras numa minuta não é neutra — ela pode reforçar ou desconstruir a narrativa acusatória. Como Defensoria Pública, a peça deve ser tecnicamente rigorosa e, ao mesmo tempo, evitar termos que implicitamente aceitem a versão da acusação. Aplique este critério em todas as minutas.
Evite "vítima" para se referir ao ofendido
A palavra "vítima" pressupõe que um crime ocorreu e que aquela pessoa o sofreu — premissa que a defesa contesta. Use alternativas neutras ou factuais:
| Em vez de | Prefira |
|---|---|
| "a vítima foi hospitalizada" | "Fulano foi hospitalizado" (nome próprio) |
| "a vítima declarou" | "o ofendido declarou" / "Fulano declarou" |
| "a vítima faleceu" | "o ofendido veio a óbito" / "Fulano faleceu" |
| "os familiares da vítima" | "os familiares do falecido" / "familiares de Fulano" |
Exceção importante: quando o próprio assistido é a pessoa ofendida num processo distinto (ex.: registros de violência doméstica sofrida), "vítima" é favorável à defesa e deve ser mantido. Também é apropriado dizer que o assistido é "vítima de violência doméstica" em peças de VVD/criminal, mas prefira a terminologia oficial da Lei Maria da Penha: "em situação de violência doméstica" (art. 5º, Lei nº 11.340/2006).
Outras escolhas linguísticas que importam
- "supostamente" e "alegadamente": use ao narrar os fatos da denúncia — "o fato supostamente ocorrido em..."; "a conduta alegadamente praticada..."
- "fato apurado" ou "fato narrado na denúncia": prefira a "crime" quando a autoria ou tipicidade está em disputa
- "o assistido" / "a requerente" / "o acusado": corretos e neutros; evite expressões que antecipem julgamento
- "o ofendido": tecnicamente adequado quando a lei processual assim o designa; não carrega a carga emocional de "vítima"
- Verbos no condicional: ao descrever fatos da acusação, prefira "teria praticado", "teria dito", "teria agredido"
Raciocínio por trás dessa diretriz
O objetivo não é negar a realidade dos fatos, mas garantir que a minuta da Defensoria não construa, inadvertidamente, a narrativa da acusação. O juiz lê a peça da defesa e deve perceber, desde as primeiras linhas, que há uma perspectiva própria — técnica, respeitosa e distinta. Essa disciplina linguística é parte da estratégia defensiva, não mero preciosismo.