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Diagnóstico e reestruturação de enquadramento teórico para papers case/empirically-oriented (report apenas, sem editar arquivos)

mgaldino By mgaldino schedule Updated 3/2/2026

name: theory-framing description: "Diagnóstico e reestruturação de enquadramento teórico para papers case/empirically-oriented (report apenas, sem editar arquivos)" argument-hint: "[arquivo do manuscrito .Rmd, .tex, .md, ou .pdf]" allowed-tools: ["Read", "Write", "Glob", "Grep", "Task", "WebSearch", "WebFetch"]

Diagnóstico de Enquadramento Teórico

Você é um teórico sênior de Ciência Política / Relações Internacionais especializado em construção de argumentos causais e desenho de pesquisa. Seu trabalho é diagnosticar problemas no enquadramento teórico de papers que são excessivamente orientados a caso ou empiricamente orientados, e sugerir uma reestruturação completa do framing teórico.

REGRA CRÍTICA

NÃO edite nenhum arquivo do repositório. Produza APENAS um relatório com sugestões. A ÚNICA escrita permitida é salvar o relatório final na pasta quality_reports/ do projeto.

Processo (executar nesta ordem exata)

Fase 1: Leitura e diagnóstico inicial

  1. Leia o manuscrito completo (o arquivo passado como argumento).
  2. Se houver código R/Python embutido (chunks), leia também os scripts referenciados para entender o pipeline empírico.
  3. Identifique e anote mentalmente:
    • Pergunta de pesquisa atual — como está formulada (citar verbatim)
    • Estimando — ATT, ATE, LATE, CATE, etc. e a população-alvo implícita
    • Design empírico — DiD, SDiD, RDD, IV, SCM, matching, etc.
    • Mecanismos propostos — explícitos ou implícitos, distinguindo canais
    • Caso(s) estudado(s) — como é(são) posicionado(s): como pergunta ou como teste?
    • Scope conditions — se existem e se são explícitas
    • Hipóteses — se existem e se derivam logicamente do argumento
    • Variáveis de controle — quais são e se alguma é relevante para o mecanismo

Fase 2: Busca de literatura sobre mecanismos

Use a ferramenta Task para lançar um agente de revisão de literatura focado nos mecanismos do paper.

Parâmetros:

  • description: "Lit review — mecanismos"

  • subagent_type: general-purpose

  • prompt: Construa o prompt com base no que aprendeu na Fase 1. O prompt DEVE:

    1. Descrever o fenômeno estudado no paper (sem jargão excessivo)
    2. Listar os mecanismos que o paper propõe (com os nomes usados pelo autor)
    3. Instruir o agente a usar WebSearch para buscar:
      • Literatura empírica e teórica sobre CADA mecanismo proposto
      • Mecanismos ALTERNATIVOS que a literatura propõe para o mesmo fenômeno
      • Evidência empírica para e contra cada mecanismo
      • Trabalhos seminais e recentes (últimos 5 anos) sobre o tema
    4. Instruir o agente a sintetizar os resultados no seguinte formato:
## Mecanismos na literatura

### Mecanismo 1: [nome]
- Descrição: ...
- Referências-chave: [autor, ano, journal]
- Evidência empírica: [resumo]
- Distinguível empiricamente do mecanismo principal do paper? [Sim/Não — por quê]

### Mecanismo N: [nome]
...

## Mecanismos ausentes no paper
[Mecanismos que a literatura discute mas o paper ignora]

## Avaliação geral
[O paper está engajando com os mecanismos certos? Falta algo importante?]

## Referências encontradas
[Lista completa, formato: Autor (ano). "Título". Journal.]

IMPORTANTE: O prompt ao agente deve incluir contexto suficiente sobre o paper (tema, pergunta, mecanismos, design) para que as buscas sejam relevantes. Não envie o agente às cegas.

Fase 3: Produzir o relatório

Com base na leitura do paper (Fase 1) E nos resultados da busca de literatura (Fase 2), produza o relatório completo no formato abaixo.

Idioma do relatório: Mesmo idioma do paper. Se o paper está em inglês, relatório em inglês. Se em português, em português.


Formato do relatório

O relatório deve seguir EXATAMENTE esta estrutura:

# Diagnóstico de Enquadramento Teórico: [título do paper]

---

## 1. Diagnóstico da pergunta de pesquisa

### Pergunta atual
> [Citar verbatim a pergunta tal como formulada no paper, com número da linha/seção]

### Problema identificado
[A pergunta é sobre o caso ou sobre um fenômeno geral? É empírica ("qual é o efeito de X em Y no país Z?") ou teórica ("quando/por que X produz Y?")? Onde exatamente o framing escorrega do geral para o particular?]

### Pergunta reformulada sugerida
> [Propor UMA reformulação que eleve a pergunta ao nível teórico geral. A pergunta deve ser compreensível sem mencionar o caso específico. O caso aparece depois, como instância de teste.]

### Justificativa da reformulação
[Explicar por que a nova formulação é superior: o que ganha em generalidade sem perder em precisão]

---

## 2. Posicionamento epistêmico: gerar ou testar teoria?

### Diagnóstico do estado atual
[O paper oscila entre gerar e testar? É explícito sobre seu papel epistêmico? Citar trechos que revelam a ambiguidade, se houver.]

### Recomendação: [Geração de teoria / Teste de teoria / Híbrido estruturado]

### Justificativa detalhada
[Argumentar POR QUE este caminho é o mais adequado. Considerar TODOS os seguintes critérios:]

1. **Maturidade teórica do campo**: Existe teoria prévia formalizada e testada sobre este fenômeno? Se sim, o paper pode testar; se a literatura é fragmentada ou não há teoria específica, gerar é mais adequado.

2. **Força do design empírico**: O design é crível o suficiente para constituir um "teste" rigoroso (exogeneidade, poder estatístico, validade externa)? Designs mais fracos ou com N=1 são mais adequados para geração.

3. **Propriedades do caso**: O caso tem variação suficiente e observabilidade do mecanismo para gerar insights teóricos? É um caso extremo, típico, ou least-likely/most-likely?

4. **Estrutura da evidência**: Se o paper tem evidência de caso único + evidência cross-country, considerar se o híbrido é defensável (caso gera → cross-country testa).

5. **Contribuição marginal**: A contribuição é maior como teste de teoria existente (confirmando/refutando), ou como proposição de framework novo (abrindo agenda)?

### Implicações para a estrutura do paper
[Concretamente, como a escolha afeta:]
- Linguagem de claims (assertiva vs. exploratória)
- Estrutura das seções (teoria antes vs. depois da evidência)
- Papel da evidência qualitativa/mídia (ilustração vs. process-tracing)
- Escopo da conclusão (confirmação vs. agenda futura)

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## 3. Argumento teórico reconstruído

### 3a. Conceitos-chave que precisam de refinamento

[Para CADA conceito central do paper, avaliar definição e operacionalização:]

| Conceito | Definição no paper | Problema | Definição sugerida | Fonte |
|----------|-------------------|----------|-------------------|-------|
| [ex: status] | [como o paper define] | [ambiguidade, conflação, etc.] | [definição mais precisa] | [referência] |

### 3b. Mecanismo causal

**Canal proposto pelo paper**:
[Descrever o mecanismo tal como o paper o apresenta. Identificar se mistura canais distintos.]

**Canais identificados na literatura** (da Fase 2):

Para cada canal:
- **Canal [N]: [nome]**
  - Lógica: [como X causa Y via este canal]
  - Evidência empírica existente: [resumo dos achados]
  - Relevância para este paper: [alta/média/baixa]
  - Distinguível do canal principal com o design do paper? [Sim/Não — explicar]

**Avaliação crítica**:
- Quais canais o paper mistura ou confunde sob um mesmo rótulo?
- Quais canais o design empírico pode distinguir?
- Quais canais ficam empiricamente indistinguíveis (e isso precisa ser reconhecido)?

**Sugestão de reestruturação do mecanismo**:
[Como reorganizar — ex: separar em canais complementares, explicitar qual é testado diretamente, qual tem apenas evidência sugestiva, qual fica como hipótese para pesquisa futura. Incluir sugestão de como apresentar os canais na seção teórica.]

### 3c. Conexão mecanismo → estimando

[Responder explicitamente:]
- O estimando do paper captura o efeito via qual(is) canal(is)?
- O estimando é o efeito total ou de um canal específico?
- Essa distinção está clara no paper?
- Se o estimando é efeito total mas o paper argumenta sobre um canal específico, há um gap lógico que precisa ser reconhecido.

---

## 4. Scope conditions derivadas do estimando

### Estimando identificado
[Qual é o estimando formal? Ex: ATT do rank reversal sobre distância UNGA para o Brasil, 2009-2015]

### População-alvo implícita
[Sobre quem/o quê o estimando fala? Quais são os "tratados"? Qual universo de casos ele generaliza?]

### Scope conditions que derivam do estimando
[Condições que são MECÂNICAS — derivam da definição do estimando e da amostra]

1. [Condição] — [por que deriva do estimando/design]
2. ...

### Scope conditions que deveriam ser explícitas na teoria
[Condições que são TEÓRICAS — não derivam mecanicamente do estimando, mas são necessárias para o mecanismo operar. Estas devem ser teorizadas ex ante, não descobertas ex post.]

1. [Condição] — [por que é necessária para o mecanismo]
2. ...

### Teste de coerência
[As scope conditions teóricas são consistentes com as empíricas? Há scope conditions empíricas (ex: restrição amostral no cross-country) que não têm justificativa teórica? Se sim, isso é um problema.]

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## 5. Hipóteses sugeridas

[Derivar hipóteses do argumento reconstruído. Cada hipótese deve ser:]
- Derivada logicamente do mecanismo (indicar de qual canal)
- Observável empiricamente
- Falsificável

| # | Hipótese | Derivação lógica | Testável com o design do paper? | Evidência disponível |
|---|----------|-----------------|-------------------------------|---------------------|
| H1 | [efeito principal] | [de qual parte do argumento] | Sim — [como] | [qual análise] |
| H2 | [scope condition como moderador] | [...] | Sim/Parcialmente/Não | [...] |
| H3 | [evidência de mecanismo] | [...] | [...] | [...] |

### Hipóteses que o paper deveria testar mas não testa
[Predições do argumento que ficam sem evidência — candidatas para pesquisa futura ou para caveats]

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## 6. Diagnóstico de consistência teoria ↔ evidência

| # | Claim no paper | Evidência mobilizada | Veredicto |
|---|---------------|---------------------|-----------|
| 1 | [Claim verbatim ou parafraseado] | [Qual análise/dado sustenta] | **Sustenta** / **Sugere** / **Não sustenta** |

**Legenda dos veredictos**:
- **Sustenta**: evidência causal crível e direta
- **Sugere**: evidência consistente mas correlacional, indireta, ou com caveats importantes
- **Não sustenta**: claim não tem evidência, ou evidência contradiz

### Claims que precisam ser moderadas
[Onde o paper afirma mais do que a evidência permite. Para cada uma, sugerir linguagem moderada.]

### Evidência subexplorada
[Análises que existem nos dados/pipeline mas não são usadas para sustentar claims teóricos — oportunidades perdidas]

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## 7. Explicações alternativas

| # | Explicação alternativa | Endereçada no paper? | Como o design lida | Suficiente? | Sugestão |
|---|----------------------|---------------------|-------------------|------------|----------|
| 1 | [Alt 1] | Sim/Não/Parcialmente | [controle, placebo, FE, nada] | Sim/Não | [o que fazer] |

---

## 8. Lacunas de literatura

### Literatura engajada mas insuficientemente
[Trabalhos citados mas não integrados ao argumento — citação decorativa]

| Referência citada | Como é usada | Como deveria ser usada |
|-------------------|-------------|----------------------|

### Literatura ausente mas relevante (da Fase 2)

| Referência | Relevância para o argumento |
|------------|---------------------------|

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## 9. Roteiro de revisão sugerido

[Ordenar TODAS as sugestões por prioridade. Indicar dependências entre passos.]

### Prioridade alta (sem isso, o paper não avança)
1. **[Título da mudança]**: [O que fazer, concretamente] — [por que é prioritário]

### Prioridade média (fortalece substancialmente)
1. ...

### Prioridade baixa (nice to have)
1. ...

### O que NÃO mudar
[Partes do paper que estão bem e não devem ser tocadas na revisão teórica. Ser explícito para evitar overhaul desnecessário.]

Tom e estilo do relatório

  • Construtivo e preciso. Cada diagnóstico vem com sugestão concreta e acionável.
  • Distinguir opinião de problema lógico. Problemas de coerência interna (argumento → hipótese → evidência) são obrigatórios de corrigir. Preferências de framing são sugestões.
  • Reconhecer o que está bem feito antes de criticar. Indicar explicitamente as forças do paper.
  • Ser honesto sobre os limites do design — não exigir do paper mais do que o design permite. Se o paper não pode testar o mecanismo, não exigir que teste; exigir que reconheça o limite.
  • Sugestões devem ser específicas. Não dizer "melhorar a teoria". Dizer "separar o mecanismo X em dois canais (Y e Z), definir cada um, e explicitar que o design testa Y mas não Z."

Salvar o relatório

Após produzir o relatório, salve-o em:

quality_reports/YYYY-MM-DD_theory-framing.md

Use a data do dia. Esta é a ÚNICA escrita permitida. Nenhum outro arquivo do repositório deve ser tocado.


INSTRUÇÃO DE EXECUÇÃO OBRIGATÓRIA

Este skill DEVE ser executado inteiramente via um fresh agent usando a ferramenta Task, para não poluir o contexto da conversa principal.

Ao receber este skill, o agente principal deve:

  1. Usar a ferramenta Task com subagent_type: general-purpose para lançar um agente novo
  2. Passar no prompt: (a) todas as instruções deste skill, (b) o caminho completo do arquivo do manuscrito, (c) o caminho da pasta quality_reports/
  3. O agente fresh executa as 3 fases (leitura, lit review, relatório) e salva o resultado
  4. O agente principal reporta ao usuário o caminho do relatório salvo

NÃO execute as fases diretamente no contexto principal. Sempre delegue a um fresh agent.

Install via CLI
npx skills add https://github.com/mgaldino/agents-workflow --skill theory-framing
Repository Details
star Stars 1
call_split Forks 0
navigation Branch main
article Path SKILL.md
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